Senadora se defende de acusações: ‘Jamais contribuí com escalada criminosa de qualquer empresa’ diz Kátia Abreu

A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) anunciou nesta quarta-feira (19), na tribuna do Senado, que formalizou ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, um pedido para que ela e o seu marido sejam ouvidos pela Justiça o mais rápido possível. A parlamentar negou ter recebido dinheiro da Odebrecht na eleição de 2014.

Em delação premiada, quatro delatores afirmaram que a empreiteira fez repasses de R$ 500 mil para a campanha ao Senado da peemedebista, por meio de caixa dois. Segundo os executivos, a peemedebista era registrada no ‘Departamento de Propinas’ da construtora com o codinome ‘Machado’, e as negociações foram intermediadas pelo marido da ex-ministra da Agricultura, Moisés Pinto Gomes – que foi assessor de Kátia no Ministério. O delatores são Cláudio Melo Filho, José de Carvalho Filho, Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis e Mário Amaro da Silveira,

“Doação que nunca existiu e que nunca recebi. Jamais contribuí com a ascensão ou com a escalada criminosa desta empresa ou de qualquer outra”, disse. “Depois de algumas tratativas e encontros, os representantes da Odebrecht, não doaram absolutamente nada à Senadora Kátia Abreu; apresentaram uma lista de possíveis doadores, também de construtoras, que eu deveria procurar para pedir ajuda a essas empresas. Nada nem ninguém, apenas Deus pode barrar os nossos planos até 2018”, disse Kátia.

De acordo com a senador, ela, seu esposo e assessoria apresentaram para várias empresas, especialmente do agronegócio brasileiro, na condição de potenciais doadores, os projetos de campanha. “Uma prestação de contas de tudo o que fiz nos últimos oito anos em prol do Brasil, da economia, do crescimento, do emprego e da geração de renda”.

Com a Odebrecht não foi diferente. “Ligamos, conversamos, apresentamos projetos e objetivos públicos da campanha e do mandato, como disseram os delatores, a troco de absolutamente nada. Depois de algumas tratativas e encontros, os representantes da Odebrecht, não doaram absolutamente nada à Senadora Kátia Abreu; apresentaram uma lista de possíveis doadores, também de construtoras, que eu deveria procurar para pedir ajuda a essas empresas”, disse.

Delatores

O delator Cláudio Melo que disse no termo de delação n° 33, do vídeo 33. “Não tenho relacionamento com a Srª Kátia Abreu.” “Não tenho contato.” “Não a conheço.” “Não conheço a Senadora.” “Na época não conhecia mesmo”, afirmou.

Segundo Kátia, são seis respostas a seis perguntas dos procuradores que estavam inquirindo Cláudio Melo

O delator José Carvalho afirmou, no termo nº 8, vídeo 8. “Só vi a Senadora uma única vez, num restaurante em São Paulo. Passando pela minha mesa, o seu esposo a apresentou a mim, porque eu fui fazer uma palestra e participar de uma discussão sobre eclusas lá na CNA, em certa ocasião, mas ela não estava presente. Conheci a Senadora rapidamente neste restaurante. Jamais defendeu interesses da empresa”.

O diretor Fernando Reis disse afirmou que senadora Kátia Abreu e o ex-governador Siqueira Campos os ajudaram porque “era um absurdo perder aqueles investimentos todos por interesses pessoais”, fazendo referência aos problemas com a prefeitura de Palmas. “O prefeito criou uma comissão para, em 90 dias, avaliar a caducidade da concessão da Odebrecht no Tocantins, que é a concessão de água, com mais 90 para decidir”, diz o diretor Fernando Reis na delação.

A parlamentar disse que vai continuar com destemor, altivez e coragem. “E é assim que continuei trabalhando pelo Brasil e pelo Tocantins. Nada nem ninguém, apenas Deus pode barrar os nossos planos até 2018. Aviso aos adversários, que estão hoje tão contentes, porque sonham com o meu fim, com a minha desistência ou com o meu abalo, digo que é só o começo, pois essa truculência que fizeram comigo e com alguns outros colegas que estão aqui, que estão fazendo hoje, vai me tornar mais forte, mais obstinada”, complementou.

Tocantins 247

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