Coronel Benício distribuiu nota à imprensa após ação da Polícia Civil e MPE na sede do 8º Batalhão de Paraíso do Tocantins

Coronel Luiz Cláudio Gonçalves Benício, ex-Comandante Geral e também ex-Comandante do 8º Batalhão militar de Paraíso, distribuiu nota à imprensa repudiando a ação da Polícia Civil e Ministério Público Estadual que ao efetuarem o cumprimento de Mandados de Prisão e de Busca e Apreensão no Batalhão da PM em Paraíso, agiram “abusivamente”.

Os Mandados eram resultados da Operação “Frutos Podres”. Para o Coronel Benício os dois militares sempre tiveram “postura e comportamentos ilibados”. Relata que “tive a honra de trabalhar e participar de várias diligências e ocorrências juntamente com o capitão ora desonrado e jamais presenciei atos de sua parte que o desabonasse, como profissional, esposo e pai.”

Classifica a ação da Polícia Civil e MPE como”arrogante e desrespeito”. Destacou que as referidas instituições se “apequenaram nas suas posturas desleais, arrogantes e descomprometidas com o inteiro e bom relacionamento que deve existir entre os órgãos responsáveis pela segurança pública do Estado e por que não dizer do Brasil.”

E alerta que “se não houver freio nessas ações desmedidas, outros fatos desagradáveis poderão advir caso não haja consciência da cúpula da instituições ora envolvidas, pois trabalham com os nervos à flor da pele, um estresse acumulado, onde profissionais e pais de famílias estarão expostos à desmoralização diante da sociedade e de seus familiares.”

 

Leia a íntegra da nota:

Na condição de Ex-Comandante Geral e ex-comandante do 8º Batalhão da polícia Militar de Paraíso, onde nesta última unidade exerci função de comandante por vários anos, venho ao público civil e militar repudiar veementemente a ação abusiva nos procedimentos efetuados no cumprimento dos Mandados de Prisão e de Busca e Apreensão efetuados pela Operação “Frutos Podres” concretizada pela Polícia Civil e Ministério Público Estadual naquela cidade, onde dois Policiais Militares de postura e comportamentos ilibados foram abusivamente presos com Prisões Temporárias na última terça-feira (18). Tive a honra de junto trabalhar e participar de várias diligências e ocorrências juntamente com o capitão ora desonrado e jamais presenciei atos de sua parte que o desabonasse, como profissional, esposo e pai.

 
A arrogância e o desrespeito com que os integrantes dos órgãos agiram na execução de suas missões contra os policiais militares foi desmedida.

 
O Batalhão da Polícia Militar daquela cidade é o segundo lar de nossos homens, onde ali além de exercerem suas atividades, transitam com seus familiares, foi absurdamente invadido sem oferecer ao Comando Geral ou mesmo ao Comando da Unidade quaisquer oportunidade de participar e executar a ação claro, em cumprimento de Ordem Judicial, esta que não se deve descumprir, atitude que com certeza juntamente com os setores fiscalizadores da instituição, acompanhariam os integrantes da Forças Policiais, bem como o membro do Ministério Público que se apequenaram nas suas posturas desleais, arrogantes e descomprometidas com o inteiro e bom relacionamento que deve existir entre os órgãos responsáveis pela segurança pública do Estado e por que não dizer do Brasil. Prova é que no decorrer da “operação”, abordaram uma policial feminina que estava junto com uma criança e ainda procederam buscas minuciosas em seu veículo particular.

 
Nos atos, as autoridades ali presentes renunciaram a toda e qualquer pregação da ideologia sobre a integração entre esses órgãos, pois foram altamente irracionais, contribuindo a cada dia para a tão desnecessária divisão entre os membros da Segurança Pública, fruto de um ciúme vil em razão dos dois militares já terem efetuado várias prisões de traficantes naquela cidade e região.

 
Nos últimos anos, tem ocorrido indevidas e desastrosas consequências onde companheiros de nossa grandiosa Polícia Militar do Tocantins, através dessas ações perderam suas vidas, onde podemos citar o caso recente na cidade de Pindorama – TO, ocasião que absurdamente ceifaram a vida do Sargento Fraga. Justamente idêntica, a Polícia Militar mais uma vez deixou de ser informada, mesmo que solicitando sigilo. Constata assim, total falta de respeito, vaidade exacerbada e no afã do exibicionismo para postar-se diante dos holofotes da imprensa sensacionalista.

 

Não sendo portanto a primeira e se não houver freio nessas ações desmedidas, outros fatos desagradáveis poderão advir caso não haja consciência da cúpula da instituições ora envolvidas, pois trabalham com os nervos à flor da pele, um estresse acumulado, onde profissionais e pais de famílias estarão expostos à desmoralização diante da sociedade e de seus familiares.
Assim, finalizo concitando a todos que continuem a apoiar a Instituição Militar mais honesta e integra do Brasil, pois dela tenham certeza que seus integrantes sempre estarão a cumprir suas missões constitucionais com esmero e dedicação.
Aos militares do 8º BPM e em geral, assim como juntos trabalhamos para provarmos as inocências dos colegas do 4º Batalhão de Gurupi por prisões tipicamente idênticas, prossigam com cabeças erguidas, tendo a certeza que a população tocantinense sempre nos respeitará, quiçá se dará com os difamadores.

 
LUIZ CLÁUDIO GONÇALVES BENÍCIO

Coronel da Reserva Remunerada

Comandante-Geral da PMTO e ex-Comandante do 8º BPM (de Paraíso do Tocantins)

(Tocantins 24h)

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